Como baixar notas de saída de empresas emitentes (tag autXML — NF-e e CT-e)

Tiago Camara

Tiago Camara

Última atualização em Sep 4, 2026

Caso deseje baixar automaticamente as notas emitidas (notas de saída) de qualquer empresa através do seu certificado digital no GaxWeb, basta pedir à empresa emitente que inclua o seu CNPJ/CPF na tag autXML dentro do XML do documento fiscal emitido.

A tag autXML informa o CNPJ ou o CPF das pessoas autorizadas a obter o XML no portal nacional:

string autXML(string CNPJ, string CPF)

Exemplo de XML com CNPJ informado:

<autXML>
  <CNPJ>12345678000191</CNPJ>
</autXML>

Exemplo de XML com CPF informado:

<autXML>
  <CPF>12345678912</CPF>
</autXML>

Depois desse ajuste, o GaxWeb passa a baixar automaticamente os documentos desse emitente usando o seu certificado digital. Praticamente todos os ERPs do mercado permitem configurar a tag autXML — basta solicitar esse pequeno ajuste ao emitente.

Em quais documentos a autorização funciona

A tag existe em mais de um documento, mas o efeito prático depende de haver um serviço nacional de distribuição para aquele modelo.

Documento Vale a autorização por autXML?
NF-e (modelo 55) Sim. É o caso mais comum.
CT-e (57) e CT-e OS (67) Sim. O CT-e tem serviço de distribuição próprio, e a SEFAZ entrega o documento também a quem está no autXML — com uma ressalva importante, logo abaixo.
NFC-e (modelo 65) Não. A NFC-e não é distribuída nacionalmente, então informar o autXML não faz o documento chegar. Captura automática direto da SEFAZ hoje é só São Paulo (monitor "NFC-e/SP"); nos demais estados, o caminho é o GaxUp.
SAT / CF-e (59) e NFS-e Não. Não existe essa autorização nesses documentos.

E a NFS-e?

Não há equivalente. No padrão nacional da NFS-e, o Ambiente de Dados Nacional (ADN) entrega os documentos apenas a quem figura como prestador, tomador ou intermediário do serviço — não existe a figura do terceiro autorizado. Por sigilo fiscal, a chave de acesso só é devolvida quando o certificado que faz a consulta é de um desses atores.

O que existe de parecido é outra coisa: a consulta ao ADN pode ser feita com certificado de CNPJ da mesma raiz do contribuinte consultado. Ou seja, a matriz consegue consultar as NFS-e das filiais — mas isso não abre caminho para contabilidade ou sistema de terceiro.

⚠️ No CT-e, as chaves dos documentos relacionados vêm mascaradas

Esta é a diferença mais importante entre a NF-e e o CT-e, e costuma gerar dúvida.

Quando quem baixa o CT-e é um terceiro autorizado pelo autXML, a SEFAZ altera o XML antes de entregar: as chaves de acesso das NF-e e dos CT-e relacionados são substituídas pelo literal 99999999999999999999999999999999999999999999 (44 noves). É uma decisão do ENCAT para preservar o sigilo fiscal dos documentos citados dentro do CT-e.

O CT-e em si chega completo e válido — o que vem mascarado são as chaves dos documentos relacionados (grupos de documentos originários, documentos anteriores e CT-e referenciado).

Para os demais atores do CT-e (emitente, remetente, destinatário, expedidor, recebedor e tomador), o XML é entregue original, sem alteração.

Se você precisa do vínculo entre o CT-e e as notas transportadas, a autorização por autXML não resolve: nesse caso o documento precisa chegar por quem é ator dele, ou pelo GaxUp.

⛔ Não informe no autXML quem já está autorizado

Quem já é ator do documento (destinatário, tomador, remetente, recebedor, expedidor) já pode baixar o XML — não precisa constar no autXML. E informar mesmo assim atrapalha:

  • Na NF-e: a SEFAZ rejeita a nota. Informar o CNPJ/CPF do próprio destinatário no autXML gera a Rejeição 324, porque a informação é redundante.
  • No CT-e: a SEFAZ aceita o documento, mas o mesmo CNPJ passa a ser tratado como autorizado — e pode receber o XML com as chaves mascaradas descritas acima, em vez do original a que teria direito.

Ou seja: peça a inclusão no autXML apenas de quem não aparece em nenhum outro papel do documento.

Limites e prazos

  • O leiaute permite até 10 autorizados por documento. Para informar mais de um, o emitente repete o grupo autXML.
  • A autorização não é retroativa. Ela vale apenas para os documentos emitidos depois do ajuste no ERP do emitente — documentos já emitidos não passam a ficar disponíveis.
  • A SEFAZ mantém cada documento disponível para download por um período limitado. Passado esse prazo, ele não é mais recuperável — veja De quando o GaxWeb começa a baixar as notas (regras da SEFAZ / Distribuição de DF-e).

Do lado do GaxWeb

Para que o documento autorizado seja capturado, a empresa precisa estar com:

  • certificado digital válido e vinculado; e
  • o monitor do tipo correspondente ativo no cadastro da empresa (o monitor de NF-e não liga o de CT-e — cada tipo é independente).

Em caso de dúvida, fale com a gente pelo WhatsApp que ajudamos na configuração.